Não custa lembrar…
As pessoas não resistem a mudanças, o que elas resistem é a ser mudadas.
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Consultoria Independente: Como Iniciar
21/07/2010 | Publicado por Adolfo | Categoria(s): Conhecimento e Aprendizado, Consultoria
Recebi e-mail de uma leitora que trabalha em uma agência franqueada dos correios há 14 anos. Atualmente ela ocupa a posição de Gerente Operacional, é graduada em Processos Gerenciais e, no final deste ano, concluirá a pós-graduação em Gestão de Projetos.
“… Sou muito determinada em tudo o que faço e almejo alcançar um grande objetivo para o próximo ano: iniciar uma carreira independente como consultora empresarial…”. E pede conselhos sobre como começar.
Penso que a consultoria organizacional só adquire significado atavés da implementação, ou seja, tudo aquilo que se recomenda, seja estratégia, estrutura, processos, informações, mudanças enfim, tem que ser concretizado, transformado em realidade. Para tanto, vejo a necessidade de o consultor ser competente segundo duas dimensões.
A primeira delas é o conhecimento técnico, que se mostra através da qualidade dos seus estudos, levantamentos, diagnósticos, análises, modelos, ferramentas, etc. resultando em recomendações bem embasadas e bem estruturadas.
A segunda é a sensibilidade para a implementação. No âmbito das organizações sobressaem questões de cultura da empresa, características psicológicas individuais e a tão temida resistência à mudança, ou seja, predomina a questão “comportamental”. Para saber ganhar confiança, comunicar com diversos públicos, caminhar no “fio da navalha” e fazer acontecer, é necessário ir além do conhecimento, é preciso sensibilidade.
Quem pretende ser consultor independente deve poder caminhar confortavelmente entre essas duas dimensões, mesmo porque elas não se apresentam em sequência, agem entrelaçadas. Para saber diagnosticar, recomendar e implementar, o consultor precisa, além do conhecimento técnico, adquirir experiência, desenvolver a sensibilidade (para saber “ouvir o que não é dito”) e transformar tudo isso em uma implementação bem sucedida.
Portanto, o que posso sugerir à nossa leitora, é que faça uma transição: procure empregar-se em uma firma de consultoria, pratique, aprenda os macetes, desenvolva o seu conhecimento e a sua sensibilidade. Dependendo do seu empenho e do seu talento poderá, após algum tempo, dar o salto para a consultoria independente.
Finalmente, com relação ao convite para ser o seu “mentor virtual”, fico muito honrado, mas acho que estou aqui mais para aprender do que para ensinar: aprendo com cada um desses e-mails.



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