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Gestão & Processos

por Adolfo Leibovitch

Este é um local para a discussão de temas relacionados com a gestão de empresas, em especial com o desenho organizacional, a gestão de processos de negócios e o relacionamento com clientes. Portanto, o seu comentário é bem-vindo e essencial.

“Não é um paradoxo falar-se em processos “não estruturados”?

3/09/2009 | Publicado por Adolfo | Categoria(s): Processos

Sou membro do grupo “Business Process Management Professionals”  no LinkedIn, no qual iniciei recentemente, uma discussão com o título deste post. O meu ponto de vista é que o tema “processos” está na moda, daí que acaba sendo usado sem uma visão crítica, o que resulta na criação de muita confusão na área. Este é assunto para vários posts e, como sei que estou “cutucando a onça com vara curta”, entrei de leve, colocando o tema da seguinte maneira:

Folheando apenas umas poucas publicações no campo da gestão de processos de negócios, encontramos várias definições para a palavra “processo” . Muito tem sido publicado e discutido acerca de processos  “não estruturados” e como gerenciá-los. Sem falar nas várias interpretações do que BPM realmente significa.

Considerando que, no contexto de negócios, uma definição é que  “PROCESSO” é uma sequência de atividades através das quais alguns “inputs” são transformados de modo a resultarem num desejado “output” E um processo deve ser repetitível, ou seja a sua execução deve consistentemente resultar no mesmo output, então um processo tem que ser “estruturado”, para que pessoas ou máquinas encarregadas de executar as atividades sejam guiadas de modo a alcançar o output especificado (e não outro).
Então, não é um paradoxo falar-se em “processos não estruturados”? Não seria mais apropriado falar-se em “trabalhos não estruturados”?

Em três dias a discussão gerou um número  de comentários muito acima do esperado e quem tiver interesse pode participar e/ou acompanhar, basta seguir o link Discussão; Ela está em inglês, mas podemos abrir uma discussão paralela aqui no blog, em português.

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2 comentários para ““Não é um paradoxo falar-se em processos “não estruturados”?”

  1. Claudia Barbará disse:

    Oi Adolpho! Tudo bem?
    Vamos lá!
    Processos “não estruturados” significa dizer não “padronizados” dentro da empresa, no contexto aqui explorado. Claro que poderíamos falar assim: os processos são estruturados numa seqüência de atividades. Ok. Com essa interpretação, todos os processos seriam estruturados. Ainda que essa seqüência ou a forma de realizar as atividades fossem cada hora de um jeito!!
    Uma empresa pode ter seus processos padronizados ainda que num grau mínimo de formalística.
    Processos quando “não estruturados” ou ainda “não padronizados” aumentam as chances de erros e improvisações. Uma forma de garantir o atendimento aos requisitos é estruturá-los ( padronizá-los) de forma que sejam realizados por qq um sempre da mesma maneira. Caso contrário, dificilmente vc terá seus processos sobre controle. Na prática, processos “não estruturados” geram sim produtos com grande variabilidade (imprevisibilidade). Portanto, processos não estruturados tendem a ser processos não controlados.

    Adolfo responde:

    Olá Claudia,
    Obrigado por seu comentário. Prosseguindo:
    O problema que estou colocando em pauta é que vejo surgir uma corrente falando em “processos não-estruturados”, não no sentido daqueles processos que “ainda” não estão sendo estruturados ou daqueles passíveis de estruturação (eu preferiria chamar a esses de processos de MAL-estruturados), mas como uma coisa não-estruturada por natureza.
    Inclusive, estão surgindo softwares de BPM destinados a “gerenciar” esses processos.
    Penso que a expressão “processos” está gerando um mercado e, como tal, alguns profissionais estão perdendo o senso crítico.
    Aceito, humildemente, que possa estar errado e agradeço a quem possa me corrigir. Mas o fato é que até agora ainda não encontrei, inclusive na discussão aberta no LinkedIn, quem me oferecesse uma definição do que seja um “processo não-estruturado”.

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